I Conferência de CTI

A primeira Conferência foi realizada em Lages

Em julho de 2003 foi realizada na UNIPLAC (Universidade do Planalto Catarinense) a primeira edição da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Estado de Santa Catarina.

II Conferência de CTI

A segunda Conferência foi realizada em Joinville

Em novembro 2004 foi realizada na UNIVILLE (Universidade da Região de Joinville) a segunda edição da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Estado de Santa Catarina.

III Conferência de CTI

A terceira Conferência foi realizada em Joaçaba

Em novembro 2009 foi realizada na (Universidade do Oeste de Santa Catarina) a terceira edição da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Estado de Santa Catarina.

IV Conferência de CTI

A quarta Conferência foi realizada por etapas

Em 2012 a IV Conferência de CTI inovou na realização do evento, que foi feito por etapas, em seis cidades catarinenses: Florianópolis, Joinville, Joaçaba, Lages, Chapecó e Criciúma.

Última Conferência Estadual de CTI  (2012)

A Conferência Estadual de CT&I, de 2012, discutiu a temática “Desafios da Inovação: a prática na universidade, empresa e sociedade”, e caracterizou-se por ocorrer em etapas. Foram seis encontros com a participação de mais de 500 pessoas, entre pesquisadores, empresários e gestores. Dois desses encontros aconteceram em Florianópolis, seguidos de Joinville, e três encontros regionais denominados de “Diálogos Regionais”, foram realizados em Joaçaba, Lages e Chapecó.

A última etapa da IV Conferência Estadual foi em Criciúma, em dezembro último, conforme decidido na conferência anterior (Joaçaba, 2009). As sugestões colhidas nos seis encontros regionais foram então consolidadas em um documento denominado como “proposições consolidadas”, para subsidiar políticas e ações que objetivam suprir as demandas da sociedade catarinense, no que tange à inovação, sob a responsabilidade de todos os setores envolvidos.

Os trabalhos desenvolvidos nos referidos eventos, cujo histórico está disponível nesta página, resultaram em diversos e importantes encaminhamentos e sugestões sobre a temática da IV Conferência. As discussões foram norteadas por três eixos estratégicos, dentro dos quais se consolidaram a partir das seguintes proposições:

I – Inovação na Gestão Pública – Cabe às instituições públicas desempenhar com eficiência serviços de interesse da sociedade. Assim, nos seus diversos programas, bem como nas rotinas internas, os órgãos públicos necessitam de constante aperfeiçoamento na gestão das políticas públicas, nos métodos, processos e aparatos tecnológicos, bem como na concepção de novos modelos organizacionais e produtos.

  • Priorizar programas e projetos de apoio à inovação, que contribuam para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população catarinense por entidades públicas nas diversas instâncias de governo.
  • Firmar parcerias com Secretarias Estaduais desenvolvendo e implementando tecnologias inovadoras, priorizando Educação, Saúde, Ambiente, Segurança e Mobilidade.
  • Promover eventos e missões empresariais em termos de inovação e com o envolvimento de pesquisadores, universidades, empresários e setores do Governo, para mapeamento das necessidades e ofertas dos setores envolvidos.
  • Estimular à educação e a inovação criando mecanismos para a cultura da inovação no âmbito dos cursos de graduação e pós-graduação (workshop, seminários, disciplinas e programas. Criar estímulo à cultura inovadora nos órgãos de governo.
  • Fomentar cursos de gestão de projetos para pesquisadores no setor público, relacionados à pesquisa e à inovação.
  • Criar “programa transversal de Inovação” no setor público, considerando competências e promovendo capacitações.

II – Legislação e Inovação – A legislação brasileira, excepcionalmente a Lei de Inovação, buscou repassar recursos às empresas para promover a integração destas com pesquisadores e Instituto de Ciência e Tecnologia (ICTs). Todavia, alguns entraves importantes persistem e precisam ser resolvidos:

  • Aprimorar a legislação sobre aporte de recursos públicos para os ICTs: a) ampliar na lei o conceito de inovação para incluir atividades organizacionais e de marketing; b) possibilitar o apoio a instituições privadas de ciência, tecnologia e inovação sem fins lucrativos; c) distinguir Fundações de Amparo de Fundações de Apoio.
  • A legislação deve possibilitar, claramente, o pagamento de profissionais vinculados à ICT proponente de projeto, para contratar serviços necessários ao sucesso do projeto original e de outros semelhantes.
  • Criar na FAPESC uma modalidade de financiamento com recursos advindos do setor empresarial, destinados às atividades de ciência, tecnologia e inovação direcionadas a regiões e/ou setores específicos.
  • Possibilitar às ICTs com fins lucrativos amparo na legislação para importação de equipamentos, realizar parcerias e contratar serviços nacionais e estrangeiros para desenvolver pesquisas.
  • Criar “benefícios fiscais” para quem adquire produtos e serviços oferecidos por empresas inovadoras (leis de incentivo para CTI). Divulgar as iniciativas existentes, tanto para empresas como nas Instituições de Ensino Superior (IES)  e ICTs.
  • Readequar a legislação catarinense, simplificando a prestação de contas dos projetos.
  • Facilitar o acesso aos recursos P&D, por meio da relação universidade – empresa;
  • Garantir o repasse dos recursos orçamentários e constitucionais para a pesquisa;

III – Pesquisa e Inovação: integração Universidade, Empresa e Sociedade – No país, assim como em Santa Catarina, constata-se a dificuldade de fazer com que pesquisas científicas e tecnológicas realizadas nas universidades, e que constituem a base da inovação, efetivamente se transformem em produtos ou processos incorporados ao ambiente de mercado ou aplicados em benefício da sociedade. Neste contexto, destacamos os seguintes pontos:

  • Enfatizar a destinação dos recursos à pesquisa e inovação de forma regionalizada, para diferentes áreas de pesquisa e por cadeias produtivas. Redefinir e fortalecer os critérios que estabelecem as regiões para alocação de recursos priorizando os critérios técnicos e científicos.
  • Garantir estabilidade e continuidade no aporte de recursos para projetos de médio e longo prazos, por parte das instituições públicas.
  • Definir as competências das equipes de pesquisa de cada instituição para facilitar a destinação de recursos por parte das empresas para o desenvolvimento de pesquisas.
  • Estimular a aplicação de recursos privados na forma de bolsa, em processo facilitado pela FAPESC, com dois objetivos: a) desenvolver pesquisa nas empresas a longo prazo; b) inserção de pesquisadores nas empresas.
  • Intensificar a articulação de alunos, professores e pesquisadores de qualquer nível nas empresas e instituições para desenvolvimento de trabalhos de inovação com bolsas para a continuidade dos projetos desenvolvidos durante o curso de graduação.
  • Incentivar, sistematicamente, programas e chamadas de apoio à pesquisa, e à concessão de bolsas, sobretudo para fixação de pesquisadores nas universidades e instituições regionais.
  • Aperfeiçoar o processo de integração entre empresas, universidades e governos, com a criação de programas de longo prazo e de caráter “estruturante”.
  • Fortalecer os instrumentos de estímulo à inovação.
  • Fortalecer as parcerias das ICT´s com as entidades representativas dos segmentos empresariais.
  • Buscar a parceria de entidades e programas nacionais e internacionais de forma permanente, em especial, com as agências de fomento.
  • Apoiar financeira e tecnicamente o surgimento de novas empresas de base tecnológica e os ambientes que possam maximizar a sua consolidação no menor tempo possível.

Ações transversais aos três eixos estratégicos – A diversidade de ideias que originaram tais resultados, assim como a própria sistematização destes permitiu também a formatação deste “quarto bloco” de propostas:

  • A inovação deve ser compreendida como um processo que envolve educação, pesquisa, infraestrutura, novos empreendedores e eficiência no Governo. Fomentar a criação de redes locais para cooperação científica e tecnológica estimulando o ambiente de inovação, e observatórios socioeconômicos e ambientais.
  • Pesquisar modelos bem sucedidos para a gestão da inovação.
  • Reativar o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CONCITI), fortalecendo a articulação universidade-governo-empresa.
  • Reestruturar n a Plataforma FAPESC para maior eficiência e transparência.
  • Estabelecer políticas de atração e permanência de doutores no interior do estado, por meio de editais que priorizem a estruturação de polos regionais de pesquisa.
  • Apoiar cursos de mestrado profissional observando as necessidades regionais.
  • Incentivar parcerias entre fontes financiadoras (incluindo FAPESC) e empresas para financiamento de bolsas de pós-graduação para funcionários.
  • Atualizar o planejamento estratégico para definir a destinação de recursos às diversas áreas que competem à FAPESC, com visão de longo prazo e de forma participativa, envolvendo os setores governamental, universitário e empresarial.
  • Consultar o Plano Estadual de CTI 2009-2015, as contribuições da IV Conferência e as demandas tecnológicas do Estado. Considerar as competências na definição de prioridades regionais, assim como competências para o desenvolvimento de pesquisas, por parte das universidades regionais.

Conclusão – A partir de uma análise de todas as informações coletadas, e da “reincidência” de sugestões documentadas pelos participantes das seis etapas da IV Conferência, destaca- se a seguinte priorização, que pode ser encaminhada como “linhas estratégicas de ações para o fortalecimento da Inovação em SC”:

I. Educação, Pesquisa e Inovação – Ampliação do estímulo à pesquisa inovadora em todos os níveis de ensino.

II. Apoio ao empreendedorismo inovador – Ampliação do conceito de inovação; facilitação da presença da academia/pesquisador nas empresas;

III. Regionalização da distribuição dos recursos financeiros à P&D – Estratégias para fixação de pesquisadores nas regiões; e definição de áreas e demandas prioritárias.

IV. Apoio a setores produtivos – Fomento às cadeias de valor estratégicas para o desenvolvimento sustentável; priorização de APL’s e outras formas de organização estruturadas.

V. Inovação em órgãos públicos- Incentivar a cultura de inovação nos governos estadual e municipais; capacitação para o planejamento e gestão do desenvolvimento regional.